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CASA DE FADOS

fados e putas, futebol e toiros, são as interligações duma cultura à portuguesa. assim como o cozido, as pataniscas de bacalhau e o velho copo-três. tinto.

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29.8.03
 


João Villaret deixou no mundo do Teatro e da Poesia um vazio que jamais voltou a ser preenchido. Aquela voz que para sempre deixou de dizer poesia, e que nos avassalou com interpretações de obras de tantos e tão grandes poetas como Camões, Pessoa e Régio, será seguramente recordada como um dos maiores talentos portugueses que continuará a orgulhar gerações vindouras.

Recordando...



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26.8.03
 

Dr. CARLOS PAIÃO
Data de Nascimento: 01-11-1957
Local de Nascimento: Coimbra (Ilhavo)
Data de Falecimento: 26-08-1988

Nascido a 1 de Novembro de 1957, em Coimbra, Carlos Paião cedo mostrou os seus especiais dotes para a canção, datando de 1978 a primeira apresentação feita ao piano, na altura, no espaço da RDP Centro. Ainda nesse ano, saiu vitorioso do Festival da Canção de Ílhavo com a canção "Canto de Guerra" e, de seguida, decidiu apresentar o seu trabalho à editora Valentim de Carvalho, que acabou por contratá-lo. Em 1980, participou, pela primeira vez, no Festival RTP da Canção com o tema "Amigos, Eu Voltei", mas não conseguiu, no entanto, chegar à final. O primeiro sucesso de Paião acabou por ser cantado por Herman José, a "Canção do Beijinho", que obteve um enorme sucesso a nível nacional.

Recordando Playback e Pó-de-arroz.




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21.8.03
 


Dona Maria Teresa de Noronha, nome grande da aristocracia portuguesa, foi única no seu jeito de cantar o fado, que levou das vielas para os salões. Era possuidora de um profundo espírito de solidariedade para com os mais necessitados, a quem ofereceu muitos dos seus espectáculos.
Ao longo de uma carreira de mais de duas dezenas de anos, cantou diversas vezes no estrangeiro, teve programas quinzenais na Emissora Nacional e actuou inúmeras vezes na RTP.
Como dizia Pedro Moutinho numa das apresentações, teremos: "(...) a inconfundível personalidade de Maria Teresa de Noronha, artista de mérito indiscutível, que ao Fado trouxe a sua mais aristocrática expressão, (...)" e que nos revelará o seu encanto de Senhora e o seu talento de intérprete do Fado.
Para ouvir: Rosa Enjeitada e Fado Boémio.




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18.8.03
 

Francisco José

Voz romântica por excelência, Francisco José foi uma das revelações do Centro de Preparação de Artistas da Rádio e um dos nomes mais populares da canção ligeira dos anos cinquenta. Contam-se, contudo, pelos dedos os seus anos de carreira entre nós, já que a maior parte da sua carreira foi passada no Brasil.
Natural de Évora, nascido em 1924, Francisco José Galopim de Carvalho (de seu nome completo, sendo irmão do cientista Galopim de Carvalho) estreou-se artisticamente no baile de finalistas do seu liceu, mas só em 1948 encetou carreira profissional, depois de abandonar o curso de engenharia. Foi aceite no Centro de Preparação de Artistas de Rádio da Emissora Nacional nesse mesmo ano, e em breve a sua voz quente e sugestiva o torna num dos nomes preferidos dos ouvintes da rádio. E, em 1951, edita aquele que será o seu ex-libris: a balada Olhos Castanhos que se torna num êxito estrondoso e ficará para sempre ligada à sua voz. Não é, contudo, o seu único êxito, como o comprovarão Deixa Falar o Mundo ou Ana Paula.
Em 1954, embarca para o Brasil, mercado então muito aberto aos artistas portugueses, mas nem ele imaginava que acabaria por se fixar definitivamente no "país irmão", deixando para trás a carreira de sucesso feita em Portugal. Até 1960 actuará essencialmente para a comunidade portuguesa radicada no Brasil, e só em 1961 conseguirá aí gravar um primeiro disco: uma nova versão de Olhos Castanhos que atinge um sucesso sem precedentes no país, vendendo um milhão de cópias. Em pouco tempo, Francisco José tornar-se-á numa vedeta no Brasil e no artista português mais popular de sempre naquele país, onde residirá quase ininterruptamente até aos anos oitenta.
Regressa, contudo, regularmente a Portugal onde, em 1964, é protagonista de um "incidente diplomático" ao revelar, em directo e num programa de variedades, que os artistas portugueses eram mal pagos pelas suas participações em programas televisivos, enquanto os artistas internacionais recebiam pequenas fortunas. Não voltará a actuar na televisão portuguesa até 1980.
Em 1973, apresentará o seu maior êxito de sempre entre nós com Guitarra Toca Baixinho, lançado durante uma das temporadas que regularmente vem passar ao seu país natal. Só na década de oitenta regressará definitivamente a Portugal, onde lança, em 1983, o seu último disco, o single As Crianças Não Querem a Guerra. Faleceu em 1988.





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11.8.03
 

Duo Ouro Negro

50 Anos de carreira

Embebidos numa música de rara beleza soltaram Angola em todos os passos num ritmo que se estendeu ao Cinema Roma, ao Casino Estoril, ao Teatro São João, a Madrid, à Escandinávia, ao Olímpia em Paris, a Londres, Nova Iorque e tantas outras cidades e salas de espectáculos... Paridos no sul do país eternizaram o canto de um povo que sempre quis dar voz a voz. Hoje quase 50 anos depois Raul Indipwo conta a história e revive momentos como o do ano de 1955 quando se juntaram afirmando que apenas tem saudades de Milo Mac-Mahon. Os tempos mudaram mas para Raul começa a fase de passagem de testemunho, de revitalização da cultura e de afirmar que está aqui . A próxima viagem será entre dois mundos na estrada da chuva com aquilo que fez e que quer fazer e a próxima paragem será no Centro Cultural Português numa exposição com 20 quadros onde apenas 10 estarão à venda. Ele não pára e quer continuar a falar de Angola a sorrir nem que seja para explicar as coisas tristes...
A Maria Rita também.



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8.8.03
 


Recordar tempos antigos não é fácil e por vezes nem sequer é vantajoso.
Há males que vêm por bem e outros que nem sequer os pretendo ver.
Mas ao lembrar-me do Trio Odemira outras figuras do fado me lembrou.
Recordo um dos temas do Trio e deixo a lembrança dum programa de Igrejas Caeiro onde muita outra gente começou.
Hoje estava danado para fazer versos mas, tenho que ir a ''um'' jantar.
''Senhoras e Senhores, fiquem por aqui que o espectáculo vai começar.''
Lembram-se?




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2.8.03
 
Os Reis da Rádio

Noutros tempos, foram os reis: reis da rádio, de um Festival da Canção com honras de acontecimento nacional, dos programas televisivos. Alguns, como Simone de Oliveira, mantêm ainda hoje alguma visibilidade, mas, na sua maioria, acabaram por ficar esquecidos após o 25 de Abril, quando a cultura de intervenção condenou o chamado «nacional-cançonetismo». Ainda assim, continuamos hoje a trautear músicas que foram alguns dos seus grandes êxitos: Ele e Ela, Cartas de Amor... Senhores ouvintes, eis algumas estrelas do passado...


Tony de Matos, já falecido, era a imagem do cantor romântico latino. Estreou-se na música em 1950 e gravou ao longo de três décadas de carreira centenas de canções, reunidas em cerca de sete dezenas de álbuns, sendo um dos artistas mais populares da sua época. Uma recordação sua.

O nome de Madalena Iglésias voltou a estar em alta há uns anos, quando Filipe La Féria estreou o musical What happened to Madalena Iglésias?, um sucesso estrondoso. Aos 15 anos, ingressou no Centro de Preparação de Artistas da Rádio da então Emissora Nacional. Rivalizou em popularidade com Simone de Oliveira e foi por diversas vezes eleita pelos ouvintes como a Rainha da Rádio. Teve alguma projecção internacional ao participar em festivais fora de Portugal, e sobretudo no festival da canção da Eurovisão, em 1966, com a canção Ele e Ela, o que lhe valeu propostas de contratos para Holanda, Cannes e diversas estações de televisão. Esta canção foi, nas décadas de 80 e 90, gravada por diversas bandas pop como os Mler Ife Dada, os Entre Aspas e os Porquinhos da Ilda.


Simone de Oliveira foi, nas décadas de 50 e 60, vista como a grande rival de Madalena Iglésias. O duelo, fabricado para estimular o despique dos fãs, tinha lugar sobretudo no Festival da Canção, que Simone venceu em 1965 com Sol de Inverno e Madalena no ano seguinte, com Ele e Ela. Em 1969, Simone voltou a triunfar, desta vez com Desfolhada, tornando-se um ídolo nacional. Pouco depois, Simone perdeu a voz e atravessou um período difícil da sua vida. Em 1973, já recuperada, voltou a cantar para o público - numa altura em que Madalena Iglésias desaparecera já da cena musical.


A rivalidade entre Simone e Madalena Iglésias tinha a sua versão masculina em António Calvário e Artur Garcia. Artur Garcia resolveu prestar provas na Emissora Nacional, e daí para a televisão foi um passo. Durante anos, os êxitos somaram-se, mas, tal como os restantes, o 25 de Abril veio fechar a sua época de ouro. Manteve-se ligado à música, abrindo uma loja de venda de discos, e voltou depois a cantar, agora em festas e no teatro de revista. Curiosamente, nos setes festivais da canção em que participou, ficou sempre em segundo lugar.


António Calvário estreou-se também através da Emissora Nacional, vencendo o Festival da Canção Portuguesa com o tema O Regresso, feito que o projectou a nível nacional. Rapidamente, tornou-se um dos intérpretes de música ligeira de maior popularidade junto do público. Nos anos seguintes confirmou o seu êxito, ao ser eleito Rei da Rádio em 1962, 1964, 1965 e 1966. Em 1964 foi convidado pela RTP, juntamente com outros cantores de grande popularidade, a participar no I Grande Prémio da TV, no qual interpretou a canção Oração. A vitória deu-lhe a honra de ser o primeiro representante de Portugal no Eurofestival da Canção. Ficou colocado em último lugar, com zero pontos, como forma de protesto da Europa contra a actuação de Portugal em África.







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