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CASA DE FADOS

fados e putas, futebol e toiros, são as interligações duma cultura à portuguesa. assim como o cozido, as pataniscas de bacalhau e o velho copo-três. tinto.

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26.9.03
 


MAX

Foi uma das mais populares vedetas da rádio, do teatro e da televisão portuguesas, desde os anos quarenta até à sua morte em 1980. A ele se devem êxitos como Noites da Madeira, Bailinho da Madeira ou A Mula da Cooperativa. E nada faria prever que este jovem madeirense, que sonhava ser barbeiro e fora alfaiate, viria a ser um dos mais populares artistas portugueses.
Maximiano de Sousa, de todos conhecido como Max, era madeirense, nascido no Funchal em 1918. Foi aí que iniciou a sua carreira artística. Sonhara ser barbeiro e violinista, tinha ouvido para a música mas pouca paciência para aprender o solfejo, e acabou por aprender o ofício de alfaiate. Contudo, o bichinho da música que sempre tivera tornou-se numa carreira em 1936, quando começa a actuar no bar de um hotel do Funchal: cantor à noite, alfaiate de dia.




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13.9.03
 


Carlos do Carmo

Silêncio. Palmas. Carlos do Carmo, ''sou do fado como sei'', o canto a elevar-se, puro e firme, na gala do regresso, ao fim de mais de um ano afastado dos palcos. O coração que violentamente lhe estremecera, cirurgia em cima de cirurgia, reconquistou as pulsações da vida, com serenidade. Repleto, o Salão Preto e Prata, do Casino Estoril, conheceu uma noite de glória e encantamento, de sexta para sábado. ''A falar não posso dar-me mas ponho a alma a cantar e as almas sabem escutar''. Aconteceu em 2001. A partir daí deu mais vida à voz que voltou a nascer.



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7.9.03
 


Quando se fala em Fado não se pode esquecer o de Coimbra.
É voz corrente considerar o chamado fado de Coimbra oriundo do Fado de Lisboa. Tal origem seria, talvez, inquestionável, se tudo o que se fez (e se tem feito) em Coimbra - ao nível da sua música tradicional, se limitasse única e exclusivamente ao Fado, se é que este, efectivamente, existe em Coimbra.
Todavia, a música tradicional de Coimbra não se esgota naquilo que se designa de "Fado de Coimbra". As danças e os Cantares populares, assim como todo um conjunto de representações etno-musicais em tomo das fogueiras de S. João, bem como, as canções de trabalho, os cânticos de embalar, as cantigas de amar e as serenatas, constituem um repertório ímpar na vivência espaço-temporal da música tradicional da cidade, que nada tem a ver com o universo fadístico. Dizer-se, pois, que a Canção de raiz Coimbrã é o "Fado de Coimbra", está muito longe de ser verdade.

"O Fado de Coimbra tem um passado, um presente e terá com toda a certeza um futuro, pois os estudantes não perderam as cordas vocais, o senso poético ou o jeito musical para que o Fado de Coimbra deixe de ser cantado, escrito e tocado."

* Dois fados de Coimbra na voz de Fernando Machado Soares
- O meu menino é d'oiro
- Maria Faia






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5.9.03
 


Hermínia Silva

Cantora de fado e actriz, natural de Lisboa. Começou a cantar nas sociedades de recreio, no bairro do Castelo, onde nasceu, chegando aos retiros ainda criança. Em 1929, destacou-se em três pequenas revistas, no Parque Mayer (Oiro sobre Azul, De trás da Orelha e Off-side). A sua popularidade como fadista, graças à sua voz castiça, levou a que rapidamente a contratassem para animar um quadro da opereta Fonte Santa (1932) e se o espectáculo esteve pouco tempo em cena, Hermínia viera para ficar.
Recorda-se aqui o Fado da Sina e a Tendinha.





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