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CASA DE FADOS

fados e putas, futebol e toiros, são as interligações duma cultura à portuguesa. assim como o cozido, as pataniscas de bacalhau e o velho copo-três. tinto.

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26.10.03
 


Teresa Silva Carvalho

O entusiasmo que Teresa Silva Carvalho entregou, durante uma boa parte da sua vida, ao canto, sobretudo do fado, pode não ter tido equivalência numa carreira de êxito retumbante. Mas, com uma voz invulgarmente talentosa e uma escolha de raro critério de autores e compositores, deixou uma obra do maior nível no panorama da música popular portuguesa.
Escolhi três Fados que pode ouvir:

* amar, amar perdidamente

* minha cruz

* nunca me fales verdade



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24.10.03
 


FADO


A alma dos portugueses

O fado não é apenas uma canção acompanhada à guitarra. É a própria alma do povo português. Ouvindo as palavras de cada fado pode sentir-se a presença do mar, a vida dos marinheiros e pescadores, as ruelas e becos de Lisboa, as despedidas, o infortúnio e a saudade. A grande companheira do fado é a guitarra portuguesa. Juntos, fado e guitarra, contam a essência de uma história ligada ao mar.

O fado, por ser de todos os portugueses, está na taberna e no salão aristocrático. Surgido na primeira metade do século passado, depressa se tornou na canção popular de Lisboa. Desde então, manteve sempre as sua características de expressão de sentimentos associados à fatalidade do destino. O fado está marcado pelo phatos das tragédias da Grécia clássica.

A canção emblemática de Lisboa é também indissociável dos seus bairros mais típicos. Alfama, Mouraria, Bairro Alto e Madragoa são os seus mais autênticos berços. Por esta razão, ouvir o fado é conhecer Lisboa. É também conhecer os portugueses, no mais profundo da sua alma de povo que enfrentou o mar desconhecido.




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19.10.03
 


Novos Fadistas (1)

Nasceu em Moçambique há 29 anos, mas vive em Portugal desde os três. MARIZA contactou com o Fado directamente na Mouraria, onde cresceu. As suas primeiras impressões registam uma silhueta que cantava, transmissora de uma emoção que os seus poucos anos não poderiam definir, mas que lhe suscitou uma vontade enorme de experimentar. Assim, aos cinco anos aprendia letras através de autênticas bandas desenhadas feitas pelo pai e participava já, ocasionalmente, em sessões de Fado.
Aos primeiros contactos de infância, sucedeu-se a natural incursão noutros géneros musicais própria da ânsia de experimentação da adolescência. Cantou Gospel, Soul e Jazz, Bossa Nova.
Na sua estadia de cinco meses no Brasil, no ano de 1996, Mariza revisitou o prazer de cantar Fado. Impôs-se a primeira paixão e quando se apresentou no Canadá, dois anos depois, foi já como fadista. Em 1999, a atenção do grande público foi despertada pela sua participação nas homenagens a Amália Rodrigues, nos Coliseus de Lisboa e Porto, transmitidas em directo pela TVI. O seu brilho é reconhecido pelo mundo fora, principalmente desde que Mariza recebeu o prestigiado prémio de world music promovido pela BBC Radio 3.

Fados

* Ó Gente da Minha Terra

* Há Festa na Mouraria

* Barco Negro



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15.10.03
 

Numa Casa de Fados também existe Solidariedade.

Na minha recordação...

Há agressão, alma vazia
Jacto cruel da abastança
Da ave de ferro que lança
O apocalipse atrofia,
e Leucemia é matança!!!




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14.10.03
 


Tristão da Silva

Autor de êxitos como "Nem Às Paredes Confesso" e "Aquela Janela Virada Para O Mar", Tristão da Silva assumiu-se simultaneamente como fadista e cantor romântico.
Manuel Augusto Martins Tristão da Silva é natural de Lisboa, onde nasceu no dia 18 de Julho de 1927, tendo falecido prematuramente num brutal acidente de viação ocorrido em Lisboa na década de 70.
Foi como Tristão da Silva que sempre se apresentou durante a sua carreira artística, que teve estreia no Café Mondego, onde era conhecido apenas como o "miúdo do Alto do Pina".
Tornou-se num fenómeno de popularidade dentro e fora do território português graças a "Nem Às Paredes Confesso", êxito que esteve na base dos espectáculos que realizou no Brasil, como era hábito na altura, bem como da gravação de discos, que contaram com o acompanhamento de orquestras em vez das tradicionais guitarras.
Também pode ouvir "Ai, se os meus olhos falassem...".




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7.10.03
 
Quatro anos de Saudade



Irrompeu das vielas, espalhou o pregão dos limões, descalça, traquina, olhos de um castanho macio. E desafiou o canto que estava dentro de si mesma. "Fui espia apenas do meu fado", disse um dia ao Diario de Notiçias. Espia do sentimento. De uma identidade com um povo que escreve saudade por dentro das veias. Com um povo que ama apaixonadamente. Desesperadamente. Que se encontra na comunhão e no ciúme. Na desavença e no perdão. No drama e na sina. A voz de Amália, de Amália Rodrigues, personificou essa alma e esse corpo. De um povo tão capaz da mais comovedora nostalgia, de uma oração, de muitas lágrimas, como de um sorriso arrebatador, de um afago solidário, de um sentir dorido e de um hino à vida.


Versos de Amália

Que culpa tem o destino
Deste destino que eu tenho
Se o desgosto é pequenino
Eu aumento-lhe o tamanho
É meu destino
Se o desgosto é pequenino
Eu aumento-lhe o tamanho
Se o desespero matasse
Eu já teria morrido
Talvez alguém me chorasse
Talvez o tenha merecido
Sinto que cheguei ao fim
Das ilusões que não tive
Porque alguém gosta de mim
Algo de mim sobrevive
Cheguei ao fim
Mas se alguém gosta de mim
Algo de mim sobrevive
Adeus que chegou a hora
Há muito a venho esperando
E se por mim ninguém chora
Faz-me pena e vou chorando
Já vou embora
E se por mim ninguém chora
Faz-me pena e vou chorando

Fados


* Triste Sina

* Alma Minha

* Eu Queria Cantar-te um Fado

* Lágrimas de Saudade



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